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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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COMO CRIAR PASTAGENS MAIS PRODUTIVAS E, COM ISSO, COMBATER AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS?

Mäyjo, 07.12.15

Como criar pastagens mais produtivas e, com isso, combater as alterações climáticas? (com VÍDEO)

A  Terraprima, dsenvolveu um projeto de raiz em Portugal para combater as alterações climáticas.

A ideia é simples: através das pastagens semeadas biodiversas origina-se um aumento da matéria orgânica no solo, proporcionando um aumento da retenção de água e a fertilidade do solo.

“Espécies como o trevo subterrâneo ou serradela, associadas a algumas grainhas, melhoram a estrutura do solo, evitam a erosão e dão uma maior rentabilidade ao sistema”, explicou ao Economia Verde António Martelo, da Rural Consultancies.

Este sistema, que introduz diferenças nas pastagens, nasceu no Instituto Superior Técnico e completou-se na Terraprima. A diversidade de espécies permite uma maior retenção de dióxido de carbono no solo.

“Há plantas que produzem mais no Inverno, outras na Primavera. Com esta diversidade temos uma pastagem mais produtiva e retiramos mais dióxido de carbono da atmosfera”, afirmou Tiago Domingos, o director da Terraprima.

É da atmosfera que as várias espécies de trevo retiram azoto e se transformam em matéria orgânica. O pasto torna-se assim mais nutritivo e garante a alimentação dos bovinos da Companhia das Lezírias durante todo o ano.

À maior produtividade associam-se os custos reduzidos e vantagens económicas. Para os produtores, o próximo passo é a certificação da carne proveniente destas pastagens.

O Fundo Português de Carbono garante um subsídio a todos os agricultores aderentes, numa área hoje superior a 50 mil hectares. Em 2010, quando o projecto arrancou, havia 280 agricultores aderentes – hoje são mais de mil. Para quando a internacionalização do projeto?

Foto: Jose Roberto V Moraes / Creative Commons

O projecto português que está a criar pastagens “extraordinariamente produtivas”

Mäyjo, 31.01.14

O projecto português que está a criar pastagens “extraordinariamente produtivas” (com VÍDEO)

 

Terraprima é um dos projectos mais incríveis – e simples –, desenvolvido de raiz em Portugal para combater as alterações climáticas. O projecto, que começou no Instituto Superior Técnico (IST), promove o aumento da matéria orgânica no solo, propiciando um aumento da retenção de água e a fertilidade do solo e, paralelamente, diminuindo a sua susceptibilidade à erosão, mitigando os efeitos da seca e más práticas agrícolas.

Estas pastagens semeadas biodiversas são já usadas por cerca de mil agricultores portugueses, sobretudo no centro e sul do País, que em vez de semearem apenas uma espécie – ou deixarem o gado em pasto espontâneo – semeiam uma mistura com uma grande variedade de plantas.

“São pastagens extraordinariamente produtivas – chegam a semear-se 20 tipos diferentes de plantas. Como os trevos, que têm capacidade de ir ao ar buscar azoto e transformá-lo num fertilizante que põem no solo”, explicou ao Economia Verde Tiago Domingos, professor do IST e responsável pela Terraprima.

Por outro lado, este prado é usado para sequestrar dióxido de carbono, um dos principais responsáveis pelo efeito de estufa e alterações climáticas. “Através da fotossíntese, as plantas tiram dióxido de carbono da atmosfera e vão transformá-lo na biomassa do solo”, continua Vítor Domingos.

Os agricultores que aceitarem a proposta da Terraprima recebem um pagamento através do Fundo Português de Carbono (FPC), por estarem a ajudar o País a emitir menos dióxido de carbono para a atmosfera.

Saiba tudo sobre as pastagens semeadas biodiversas no episódio 146 do Economia Verde.

 

Foto: Jsome1, sob licença Creative Commons


 

in: Green Savers